segunda, 13 de janeiro de 2020 - 19:39h - 651
POLÍCIA CIVIL PRENDE CASAL SUSPEITO DE DEIXAR UM FETO NO INTERIOR DE UMA EMBARCAÇÃO EM SANTANA E APREENDE SEUS PASSAPORTES
Por: Assessoria de Comunicação
Foto: Polícia Civil do Amapá

No sábado, 11, a Polícia Civil do Amapá, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Santana (1ª DPS), prendeu um casal, suspeito em tese, de ter deixado um feto do sexo masculino no interior de um cesto de lixo do camarote de uma embarcação atracada no Porto do Grego, em Santana, na última quinta-feira, 9.

O Delegado Raphael Paulino, plantonista da 1ª DPS, ao receber a informação de que um feto havia sido encontrado por funcionários do barco, realizou as providências cabíveis quanto à coleta de elementos informativos (perícia, local de crime, oitiva de testemunhas).

“De posse da lista de passageiros foi possível identificar o casal e, assim, conseguimos distribuir a foto dos suspeitos a nossas coirmãs de Oiapoque à Santana, que se esforçaram em trabalhar de forma integrada nesse caso”, frisou o Delegado.

Posteriormente, o crime passou a ser investigado pelo Delegado Nicolas Bastos, que recebeu os advogados dos suspeitos, os quais pleiteavam apresentá-los espontaneamente, fato este, que afastaria a possibilidade de prisão em flagrante. Durante o interrogatório, a mulher informou que teve um aborto espontâneo, não tendo tomado qualquer medicamento abortivo. Ela sentiu dores, sangrou, mas não procurou o serviço médico existente nas dependências da embarcação. Quanto ao homem, alegou desconhecimento tanto da gravidez quanto do parto realizado.

A fim de evitar que o casal saísse do Amapá, tendo em vista que possuíam residência na Guiana Francesa e, um deles, tem nacionalidade francesa, o Delegado Nicolas representou pela prisão preventiva dos suspeitos e pela busca e apreensão dos seus passaportes. Os referidos mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário e, de imediato, cumpridos pela Polícia Civil, que prendeu o casal no bairro do Muca, em Macapá.

“O casal alega que o parto se deu no interior do banheiro, todavia, ao verificarmos o local do crime, é possível observar manchas de sangue no lado de fora do banheiro. Reunimos indícios de autoria e prova da materialidade e representamos pelas prisões e apreensões de seus passaportes, pois tivemos a informação de que eles viajariam naquela mesma noite. Trabalhamos com a linha de infanticídio ou abandono de recém-nascido para ocultar desonra própria, qualificado pelo resultado morte”, destacou o Delegado Nicolas.

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