sábado, 07 de julho de 2018 - 22:22h
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Por: Harley Sousa

A Polícia Civil do estado do Amapá, por meio da Delegacia Geral de Polícia, órgão de direção superior, vem a público esclarecer lamentável episódio envolvendo integrante da instituição, ocorrido em data de 06/07/2018 por volta de 19h15min, na Rua Padre Manoel da Nóbrega, nº 737, Bairro Jesus de Nazaré, nesta capital.

No dia, hora e local, que se tratava de um pequeno comércio de gêneros alimentícios e bebidas, encontravam-se dois jovens – RONALD WILLIAN SOUZA DE OLIVEIRA, de 21 anos de idade, e seu primo, RICARDO BRITO DE OLIVEIRA, de 22 anos de idade, os quais tinham ali se dirigido a fim de comprar cervejas.

Em dado momento, o Agente de Polícia Civil JORGE HENRIQUE BANHA PICANÇO, então com 47 anos de idade, que também estava no local, percebeu a presença dos dois jovens no interior do estabelecimento e se aproximou.

O policial civil, homem vivido e experiente, contando com quase vinte e cinco anos de serviços prestados, achou estranho a dona do estabelecimento ter aberto a grade da porta de onde comumente comercializa seus produtos e, possivelmente interpretando que se tratava de um "assalto", munido que estava de uma arma de fogo da instituição, efetuou disparos contra os jovens, acertando-os bem como a uma senhora que estava ali os atendendo.

Os dois jovens eram primos e um deles, RONALD WILLIAN SOUZA DE OLIVEIRA, perdeu a vida.

O outro – RICARDO – foi conduzido ao Hospital de Emergências, onde ainda se encontra internado, sob cuidados médicos.

O policial civil, possivelmente percebendo que havia incorrido em erro, num gesto impensado e de desespero, tirou a própria vida com a arma de fogo que carregava.

É imperativo, nesta oportunidade, que a verdade se instale, pois o fato abalou não só a sociedade amapaense, mas a toda família policial civil, mormente porque um dos atingidos, RICARDO BRITO DE OLIVEIRA, é filho do também Agente de Polícia Civil RICARDO JOSÉ NERI DE OLIVEIRA, atualmente lotado na unidade policial do município de Tartarugalzinho.

A versão a que chegou, até o presente momento a Polícia Civil, foi colhida diretamente de duas pessoas presentes no local e também atingidas emocionalmente pelo episódio, sendo elas as senhoras NAZIRA RIBEIRO PEREIRA FORO e MARIA DA CONCEIÇÃO CASCAES, esta última igualmente atingida por um disparo da arma do policial civil, porém estando fora de perigo.

Desta feita, são absolutamente inverídicas as versões que se propagaram nas redes sociais, umas pregando que o policial civil estava alcoolizado e em surto, disparando a esmo sua arma de fogo ou então que os dois jovens, ambos oriundos de famílias decentes e conhecidas da sociedade local, haviam chegado ao local e anunciado, ainda que de brincadeira, voz de "assalto" e muito menos que tenha havido troca de tiros entre os protagonistas.

Por derradeiro, os fatos serão apurados dentro do mais estrito rigor legal, compromisso que assume a Polícia Civil do estado do Amapá.

 

 

Antônio Uberlandio Azevedo Gomes

Delegado Geral de Polícia Civil

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